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LGPD no atendimento por WhatsApp: o mínimo que você precisa

Atender pelo WhatsApp já é tratar dado pessoal. Com um agente de IA no meio, o cuidado é o mesmo, com mais clareza sobre quem acessa o quê. Este guia é orientação geral, não parecer jurídico.

Orbit Lab·5 min de leitura

Atender no WhatsApp é tratar dado pessoal

Nome, número de telefone, o que a pessoa pediu, o áudio que ela mandou. Tudo isso é dado pessoal na Lei 13.709/2018. Se a conversa envolve saúde (uma clínica) ou situação jurídica (um escritório), parte desses dados é sensível e pede cuidado extra. Nada disso impede o atendimento; exige que a empresa saiba responder cinco perguntas.

1. Com que base legal?

Na maioria dos atendimentos comerciais, a base é a execução de contrato ou de procedimentos preliminares (a pessoa pediu um orçamento, um horário, uma informação) e o legítimo interesse para o suporte. Para mensagens ativas de marketing, a Meta exige que o cliente tenha aceitado receber, e a LGPD conversa com isso: registre o aceite.

2. Para qual finalidade?

Responder, agendar, informar valor, dar status de pedido. O agente da Orbit Lab é configurado com finalidade definida e não usa a conversa para outro fim. Se a empresa quiser usar as conversas para treinar respostas, isso é feito de forma agregada e consta na política de privacidade.

3. Quem acessa?

  • A empresa, dona do número e controladora dos dados.
  • A Meta, como plataforma do WhatsApp, nos termos dela.
  • A Orbit Lab, como operadora, para construir e manter o agente. O contrato define finalidade, acesso mínimo e confidencialidade.
  • O provedor do modelo de linguagem, que processa a mensagem para gerar a resposta, sem autorização para usar os dados em benefício próprio.

4. Por quanto tempo?

O tempo necessário para o atendimento e para as obrigações legais (nota fiscal, garantia, prontuário, quando houver). Depois disso, apagar ou anonimizar. A regra fica escrita no contrato e na política de privacidade da empresa.

5. Como o titular exerce os direitos?

A pessoa pode pedir acesso, correção, exclusão e informação sobre compartilhamento. O caminho mais simples é um e-mail de contato indicado na política de privacidade, com prazo de resposta definido. O agente pode receber esse pedido e encaminhar para a pessoa responsável.

O que a Orbit Lab entrega nesse ponto

  • Contrato de operação com cláusula de confidencialidade e finalidade definida.
  • Agente com acesso mínimo: lê agenda, tabela e política; não vasculha sistemas.
  • Regras de parada para dados sensíveis (o agente não opina sobre saúde nem direito).
  • Conversas no WhatsApp da empresa, na API oficial, sem cópia paralela em ferramenta não oficial.
  • Texto-base de política de privacidade para a empresa adaptar com o seu jurídico.
Este guia é orientação geral para quem está começando. A política de privacidade da sua empresa e a adequação à LGPD devem ser revisadas por profissional habilitado.
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